Apresentado o Plano de Intervenção nas Matas Públicas e Perímetros Florestais

  pt   0 Publicado a 09/03/2018 às 19:37 por Matilde Sanches · (1)
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O Plano de Intervenção nas Matas Públicas e Perímetros Florestais foi hoje apresentado pelo ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos. As intervenções (algumas já a decorrer desde dezembro) vão decorrer sobretudo em zonas de ação prioritária, com maior risco de incêndio, dentro das áreas sob gestão do Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF).

As zonas prioritárias são zonas que não arderam ainda (e não as zonas que arderam no ano passado). Localizam-se sobretudo no Norte e Centro do país e estão distribuídas por 189 concelhos, representando um total de 1.049 freguesias e de 6.400 aldeias.

Nestas zonas prioritárias “não ficará uma casa por limpar, não ficará uma aldeia que confinar com património gerido pelo ICNF que não seja limpa.”, comunicou o ministro. “Em todas as outras áreas iremos tão longe quanto possível, quanto o esforço, o tempo e os recursos materiais nos permitirem”, acrescentou.

As principais medidas de proteção incidirão na proteção das pessoas, aldeias e casas habitadas junto às zonas do ICNF. Está prevista a limpeza de 3.001 hectares de áreas agrícolas, jardins e outros terrenos de floresta e mato junto a edifícios, tendo já sido executada a limpeza em 1.401 hectares. O governo pretende ainda construir 837 quilómetros de novas faixas de interrupção de combustíveis e fazer a manutenção de 279 quilómetros já existentes. Está ainda incluída nas iniciativas de proteção a construção de caminhos florestais, de áreas geridas com pastoreio e avisos para áreas de fogo controlado e prioritárias para queimadas.

Ao todo, as intervenções têm um custo estimado de 14 milhões de euros. Os trabalhos nas zonas consideradas prioritárias devem estar concluídos até 31 de maio.

O ministro sublinhou ainda que a responsabilidade pela limpeza de terrenos recai tanto sobre privados como sobre as autarquias, e que a partir de dia 15 de março poder-se-ão aplicar multas e coimas a quem estiver em incumprimento. “O esforço de todos deve ir até ao final de maio, até ao início do verão, que é a zona de maior risco de incêndio. Todos temos de estar mobilizados depois de 15 de março, inclusivamente os proprietários”, explicou.

Fonte: http://observador.pt/2018/03/09/limpeza-das-florestas-do-estado-custa-14-milhoes-diz-ministro-da-agricultura/

Fonte da imagem: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/limpeza/limpar-florestas-do-estado-custa-14-milhoes

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